{"id":941,"date":"2022-12-11T11:31:56","date_gmt":"2022-12-11T14:31:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/?p=941"},"modified":"2022-12-11T11:32:13","modified_gmt":"2022-12-11T14:32:13","slug":"941","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/2022\/12\/11\/941\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-942\" src=\"https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Artigo-Destaque_01205235_00.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Artigo-Destaque_01205235_00.jpg 638w, https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Artigo-Destaque_01205235_00-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.valadaresnoticias.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Artigo-Destaque_01205235_00-600x414.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/p>\n<p><strong>No primeiro m\u00eas do Censo 2022, 116.437 mil pessoas se auto identificam como quilombolas<\/strong><\/p>\n<p>Bahia tem a maior popula\u00e7\u00e3o quilombola recenseada do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no primeiro m\u00eas de coleta do Censo 2022, entre 1 e 29 de agosto, 116.437 mil pessoas se auto identificam como quilombolas<!--more--><\/p>\n<p>Elas representam 2,2% de todos que j\u00e1 foram recenseados no estado e 3 em cada 10 dos quilombolas recenseados em todo o pa\u00eds, que correspondem a 30,1% de um total de 386,7 mil pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de estar na 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a primeira vez que o Censo Demogr\u00e1fico vai retratar a realidade dos quilombolas e das suas comunidades. O levantamento in\u00e9dito, que vai ocorrer at\u00e9 o final de outubro, busca trazer dados oficiais sobre quantos s\u00e3o, onde est\u00e3o e como vivem essa popula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a pesquisadora do Grupo de Trabalho de Povos e Comunidades Tradicionais, Daiane Ciriaco, o Censo \u00e9 um trabalho essencial e traz uma grande expectativa para a coleta de informa\u00e7\u00f5es. \u201cSabemos a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o do Censo para tirar a invisibilidade dessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 importante que os quilombolas sejam retratados. Se voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 contabilizado, voc\u00ea n\u00e3o existe para o Estado. O Censo vai contribuir para a cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u00c9 uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de planejamento e proje\u00e7\u00e3o para o futuro. O IBGE tem a miss\u00e3o de retratar o Brasil como um todo e dar visibilidade a esses grupos que n\u00e3o est\u00e3o representados\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com pesquisa focada nas Arquiteturas Afro-brasileiras, o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), F\u00e1bio Velame, explica que as comunidades quilombolas fazem parte de uma narrativa hist\u00f3rica que precisa ser reconhecida e resgatada. &#8220;H\u00e1 um ideal do per\u00edodo escravocrata e p\u00f3s aboli\u00e7\u00e3o que os quilombos s\u00e3o localidades afastadas no meio do mato, mas a realidade \u00e9 diversa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria dos quilombos surgiram pr\u00f3ximos \u00e0s cidades, que chegaram at\u00e9 a contemporaneidade e a expans\u00e3o urbana foi envolvendo essas comunidades&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao falar sobre a import\u00e2ncia do reconhecimento dos quilombolas no Censo, o professor ainda destaca que a popula\u00e7\u00e3o resiste ao racismo estrutural com as viv\u00eancias de um projeto coletivo ancestral nas suas comunidades. &#8220;Temos um conjunto de quilombos de resist\u00eancia que mant\u00e9m pr\u00e1ticas culturais e ancestrais pela manuten\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. \u00c9 fundamental trazer indicadores para pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas para essas comunidades e fazer uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica&#8221;, ressalta o professor.<\/p>\n<p><strong>Processo<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com a pesquisadora, Daiane Ciriaco, o recenseamento, por se tratar de ato administrativo do Estado brasileiro com impacto na popula\u00e7\u00e3o quilombola, est\u00e1 em conformidade com a Conven\u00e7\u00e3o 169, da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). Por isso, o IBGE realizou consultas desde 2018 quando foi apresentada de que forma seria a inser\u00e7\u00e3o e os primeiros resultados dos testes sobre o question\u00e1rio que poderia ser usado para retratar essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO trabalho voltado para o Censo da popula\u00e7\u00e3o quilombola vem sendo desenvolvido h\u00e1 seis anos. Fizemos v\u00e1rios estudos, mapeamos em conjunto com outras institui\u00e7\u00f5es e entidades representativas para trazer dados e dar conta das quest\u00f5es dessas comunidades. \u00c9 uma demanda interdisciplinar, que faz uma articula\u00e7\u00e3o entre os temas. \u00c9 um momento importante de inclus\u00e3o e retrata\u00e7\u00e3o da realidade da popula\u00e7\u00e3o quilombola\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme a Conven\u00e7\u00e3o 169 e as pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o estat\u00edstica, o IBGE considera a auto identifica\u00e7\u00e3o da pessoa quilombola, assim como sobre as pessoas ausentes no domic\u00edlio no momento do recenseamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas mapeadas, os recenseadores iniciam o question\u00e1rio com as perguntas: \u201cVoc\u00ea se considera quilombola?\u201d e \u201cQual o nome da sua comunidade?\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os pesquisadores disp\u00f5em de uma lista com a delimita\u00e7\u00e3o das localidades, mas se outros nomes forem indicados nas \u00e1reas, eles tamb\u00e9m podem ser registrados. Al\u00e9m das duas perguntas, todos os domic\u00edlios nas localidades quilombolas respondem ao question\u00e1rio completo do Censo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o instituto, a defini\u00e7\u00e3o de comunidade quilombola est\u00e1 de acordo com o Decreto 4887 de 2003, que define que comunidade quilombola s\u00e3o \u201cgrupos \u00e9tnico-raciais de auto atribui\u00e7\u00e3o com presun\u00e7\u00e3o de ancestralidade negra relacionada com a resist\u00eancia \u00e0 opress\u00e3o hist\u00f3rica sofrida\u201d, identificadas sete localidades quilombolas na regi\u00e3o: Bananeiras, Botelho, Itamoabo Neves, Maracan\u00e3, Praia Grande, Porto das Caravelas e Santana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 os munic\u00edpios baianos que lideram em n\u00famero de localidades quilombolas s\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vit\u00f3ria da Conquista, com 28; Campo Formoso, com 25; Bom Jesus da Lapa, com 23; Am\u00e9rica Dourada, Bonito e Seabra, cada um dos tr\u00eas com 19 localidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es e garantia de direitos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o objetivo de fortalecer e garantir os direitos das comunidades quilombolas na Bahia, a Secretaria Estadual de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (Sepromi) informa que tem desenvolvido a\u00e7\u00f5es voltadas para essa popula\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. &#8220;A pasta tem, dentre as suas miss\u00f5es institucionais, a articula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Estadual para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais, juntamente com outros \u00f3rg\u00e3os estaduais que tamb\u00e9m atuam neste campo\u201d, diz em nota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a Sepromi, as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o relacionadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da qualidade de vida das comunidades quilombolas atrav\u00e9s da inclus\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o ao segmento, como investimentos em habita\u00e7\u00e3o, infra-estrutura e manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.Bahia tem a maior popula\u00e7\u00e3o de quilombolas recenseados do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Blog Povos Ind\u00edgenas<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro m\u00eas do Censo 2022, 116.437 mil pessoas se auto identificam como quilombolas Bahia tem a maior popula\u00e7\u00e3o quilombola recenseada do Brasil. 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